EM NOVA OLINDA, BOMBA D'ÁGUA POPULAR É FONTE DE ÁGUA FARTA E CRISTALINA

December 18, 2013

 Veja como a Bomba D'água Popular, tecnologia social  garantida através do Programa Uma Terra e Duas Águas, garante segurança hídrica aos moradores do Sítio Patos, em Nova Olinda de forma democrática, simples e barata! 

 

 

 Na comunidade Patos, zona rural do município de Nova Olinda, o acesso à água não anda nada fácil. Os três anos e seca exigem sabedoria e muita disposição para ultrapassar as dificuldades de uma estiagem tão longa.  Nessas horas, apenas a união pode apontar saídas para o bem comum.

 

E foi justamente apostando no ditado “a união faz a força”, que a população do sítio Patos encontrou uma solução simples, barata e democrática para o problema da escassez de água na localidade.


Há um ano, chegavam na comunidade os técnicos da Associação Cristã de Base para executar a primeira etapa do Programa Uma Terra e Duas Águas, em Nova Olinda. Logo surgiu a oportunidade de ser instalada uma Bomba D’água Popular – BAP em um poço que estava desativado.

 

A propriedade pertence à Ana Izete Oliveira que apesar de ter ouvido opinião contrárias dos irmãos, não pensou duas vezes em concordar em receber a BAP e democratizar o acesso a água com seus vizinhos. “Quando o técnico chegou me oferecendo essa tecnologia explicou que eu só receberia se dividisse com todo mundo. Eu concordei porque se tá todo mundo precisando a gente tem que se ajudar, né?”, conta Ana Izete.

 

Segundo seu Zé Artur, morador da comunidade, a BAP foi a solução ideal para quem mora ali. “Essa bomba foi a melhor coisa que nos aconteceu. Ela fica bem no meio da comunidade, todo mundo fica próximo e não precisa mais andar tanto para pegar água. É ela que ta salvando a maioria daqui porque água a gente não tem mais”, fala o agricultor.

 

Seu Zé Artur conta que nesses três anos de seca os poços secaram e a disponibilidade de água minguou junto com eles. Outro problema foi o desmatamento acentuado nas matas ciliares que contornavam a fonte d’água que banha a localidade. Após a retirada as árvores, a vazão de água diminuiu consideravelmente.

Para a construção da BAP, a comunidade se reunião em mutirão para, mais uma vez, fazer jus ao ditado. “No começo a gente pensava que não ia dar certo. A água que saía era mal cheirosa e a gente precisou retirar o balseiro pra dar em água boa”, explica Seu Zé Artur.

 

 

Após a limpeza bem sucedida, a água limpa e cristalina minou farta tornando a BAP uma riqueza pertencente e partilhada por todos. “Todo dia eu venho buscar água aqui e tiro vários baldes de 16 litros, como a água é boa, serve pra gente beber, cozinha, pra tudo!”, conta Cristóvão Paulino, morador do sítio Patos.

 

Com uma vazão de 1000 litros por hora, a BAP abastece tranquilamente as 15 famílias que dela dependem. Agricultora e moradora da comunidade, D. Bastinha olha ao redor satisfeita. “Hoje a gente vive bem. Temos a cisterna de 16 mil litros, temos a bomba popular. Não estamos desassistidos e sabemos que com a união de todo mundo podemos ter um lugar muito melhor pra se viver!”, sorri contente. 

 

 

 

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