Projeto Jovens Familiares oferece oficina de políticas públicas

Logo cedo, a Casa de Cultura do Assentamento 10 de Abril, em Crato, já reunia moradores da comunidade para receber mais uma atividade do projeto Jovens Familiares Produzindo no Cariri, no último sábado (07). Um dia especial, principalmente para a facilitadora da oficina de políticas públicas para os jovens, Eliana de Lima, professora de História e especialista em psicopedagogia. Depois de muitos anos, ela retornou à comunidade em que viu surgir, crescer e conquistar a terra com muita luta.

Eliana de Lima, facilitadora da oficina de políticas públicas para jovens

Cerca de 30 pessoas, jovens, adultos e idosos, entre moradores do Assentamento 10 de Abril, Chico Gomes e Coqueiro, todas de Crato, participaram da oficina. O espaço começou pela manhã, com uma dinâmica sobre a identidade das pessoas. Divididos em grupos, cada participante compartilhou com os colegas a história de onde surgiu seu nome.

Sentados em círculo, Eliana propôs uma conversa em que os participantes citassem qualidades e defeitos que encontram nos jovens. Entre os atributos, estivam a capacidade de organização e coragem. Por outro lado, a falta de reconhecimento de sua identidade, na comunidade em que vive, foi colocado como um dos principais defeitos da juventude.

A proposta da oficina, em círculos, todas e todos puderam participar

A partir daí, Eliana de Lima mostrou exemplos de instrumentos de organização e e como ter acesso as leis orçamentárias e planos municipais para a juventude. "É importante conhecer os espaços de gestão de políticas públicas como fóruns, conselhos e conferências", colocou, Eliana. A facilitadora citou exemplos, na cidade de Crato, de organismo que falta a maior participação dos jovens.

Eliana fez uma árvore com colagens onde ficou escrita a participação do jovens

No final da atividade, o filme "Diz aí, juventude", reproduzido em dois capítulos, foi exibido para os participantes. Após a exibição houve um debate entre os jovens. Na discussão, duas questões foram colocadas: o imediatismo por resultados nos trabalhos em que os adolescentes se empenham; e o empoderamento da identidade rural. O último momento foi de avaliação. Nele, José Antonio, estudante e morador do 10 de Abril, finalizou o debate colocando que a sociedade classifica o jovem como o futuro, mas discorda: "Nós somos a realidade, o presente. Se não fizermos nada hoje, não mudares o futuro", concluiu.

No dia 21 de Março acontecerá a segunda fase da oficina, no Assentamento 10 de Abril. Neste dia serão debatidos o Plano Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA).

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