Educação contextualizada ferramenta transformadora

Quando se fala em água a primeira palavra que se vêm na memória é a palavra vida, este elemento é a fonte essencial à vida no planeta. O semiárido brasileiro é uma das regiões do país em que seu povo sabe exatamente o valor deste bem da natureza.  Semiárido este que após anos de estiagem resistiu aos severos anos seguidos de estiagem. 

 

Os projeto de convivência com o semiárido, que utilizam tecnologias sociais, como uso de cisternas de placas por exemplo, transformaram o cenário do semiárido. Somadas às ações de convivência com o semiárido e o uso de tecnologias sociais o Programa de Cisternas idealizado pela ASA (Articulação no Semiárido Brasileiro) teve o acréscimo de Cisternas nas Escolas. 

 

Estas ações de convivência foram somadas ao Projeto Paulo Freire, trazendo junto as Cisternas Escolares. Seu objetivo é melhorar a qualidade da água e da merenda escolar, levando o debate da educação contextualizada e agroecologia para as escolas rurais. O Projeto Cisternas Paulo Freire é uma ação integrante do Projeto Paulo Freire, patrocinado pelo Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrário (FIDA) e Secretária de Desenvolvimento Agrário do Governo do Estado Ceará.

Foto: Vanderleia Moreira 

 

O Projeto está sendo executado pela ACB, em 10 municípios do Cariri Oeste, sendo que apenas 06 municípios (Tarrafas, Assaré, Salitre, Campos Sales, Antonina do Norte e Santana do Cariri) serão atendidos pelas cisternas de 52 mil litros juntamente com seu caráter estrutural – sistema de distribuição hidráulica e filtro – pois os demais municípios já foram atendidos em projetos financiados pelo MDS/ASA em anos anteriores.

 

Nos dias 22 e 23 de Novembro de 2018, na chácara da ACB no Distrito de Campo Alegre em Crato, foi realizada a Oficina de Educação Contextualizada na Perspectiva da Convivência com o Semiárido e Agroecologia consorciada com o Gerenciamento de Recursos Hídricos na Escola - GRHE.

 

A oficina contou com a participação de representantes da comunidade escolar dos seguintes setores: administrativo, pedagógico e de serviços gerais. A metodologia utilizada foi a participativa permitindo que as temáticas trabalhadas sejam propostas pelos/as próprios participantes e construídas de forma coletiva. Temáticas pertinentes ao cotidiano das comunidades escolares das zonas rurais do Semiárido brasileiro que giram em torno de questões de gênero, etnia, geração de renda, politicas públicas, direitos e cidadania, segurança alimentar, água, agrotóxicos e etc.       

 

Uma característica marcante foi à representatividade de atores/as de comunidades rurais de municípios distantes entre si. Este fato possibilitou a compreensão de que muitas dificuldades encontradas nestes instrumentos públicos são comuns, sendo enriquecedor o compartilhamento das soluções encontradas para os mais variados desafios.

 

"Essa formação que tivemos na ACB foi espetacular. Achei três momentos importantes, o primeiro foi a chegada momento em fomos muito bem acolhidos e bem recebidos. Logo depois veio o momento da formação em si, onde foi um momento muito rico, de reflexão, de troca de ideias, diria até que de transformação. Depois desse momento da expectativa, que a gente veio com essa bagagem da formação trazendo para a escola uma outra visão do que é ter uma cisterna. Onde podemos construir uma nova visão junto com os alunos, podemos criar novas perspectivas e assim poder aproveitar essa cisterna que é um bem muito grande não só para escola, mas também para nossa comunidade. Temos que também participar da construção de uma nova consciência e novas ideias que é conviver com o semiárido e preservar esse bem tão precioso que é a água", relata Francisco Hélio Gomes Ferreira, diretor da E.E.I.F. São Sebastião ,no Sítio Tabuleiro em Antonina do Norte - CE.

 

 Foto: Franciêr Simião 

 

Participaram 25 pessoas, dos municípios: Assaré, salitre, Antonina, Campos Sales, Santana do Cariri. A oficina teve a participação de Jeová Oliveira (membro fundador da ACB), Ricardo Viera (Coordenador Geral da ACB) , Carla Costa (Monitora Pedagógica do Projeto Cisternas nas Escolas Paulo Freire.) e Franciêr Simião (Coordenador do Projeto Cisternas Paulo Freire).

Fotos: Carla Costa, Franciêr Simião, Vanderleira Moreira.

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