Curso especializa 600 pessoas em tecnologias de baixo carbono

Nelzilane Oliveira

Diretora de comunicação ACB | Crato - CE

Visita técnica ao Centro de Formação D. José Rodrigues do IRPAA (Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada)Foto: Nelzilane Oliveira


Nos dias 03, 04 e 05 de novembro foram realizadas as aulas práticas do Curso de Especialização Lato Sensu “Tecnologias de baixa emissão de carbono fortalecendo a convivência com o semiárido”. No Espaço Plural da UNIVASF (Universidade Federal do Vale do São Francisco), localizado na cidade de Juazeiro da Bahia.


O curso é fruto de uma parceria entre Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável (FBDS) e Universidade Federal do Vale do São Francisco (UNIVASF). A especialização compõe o Projeto Rural Sustentável Caatinga, seu objetivo é promover conhecimento sobre conceitos e práticas de tecnologias agrícolas de baixa emissão de carbono, levando em conta as características e peculiaridades da região semiárida.


Ao todo foram capacitadas cerca de seiscentas pessoas, de cinco estados do nordeste. Foram selecionados assistentes técnicos e extensionistas que atuam junto a cooperativas e associações de produtores rurais para fomentar a adoção de práticas e tecnologias orientadas para a agricultura de baixo carbono. Gestores, servidores públicos, agentes ambientais, agentes de crédito, experimentadores e práticos.

A geógrafa e diretora de Comunicação da ACB, Nelzilane Oliveira, participou do curso e das aulas práticas. “O curso foi uma boa oportunidade em aprofundar e ter novos conhecimentos sobre o semiárido. As aulas no formato virtual foram intensivas e no formato virtual, mas a parte prática presencialmente foi de grande importância”, afirma ela.


Foram 13 módulos do curso com aulas realizadas virtualmente, A equipe docente é composta majoritariamente por professores da UNIVASF. Os módulos são coordenados por professores dos Programas de Pós-Graduação em Agroecologia e Desenvolvimento Territorial (PPGADT) e em Extensão Rural (PPGExR), sob a coordenação da Pró-Reitoria de Extensão (Proex). Profissionais de outras instituições de ensino, pesquisa e extensão e representantes de organizações da sociedade civil também fazem parte da equipe de docentes. Eles foram convidados para contribuir no desenvolvimento das aulas, materiais didáticos e palestras.


As aulas práticas na programação tiveram visitas técnicas ao Centro de Formação D. José Rodrigues do IRPAA (Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada), a COOPERCU em no município de Uauá – BA, na sede da EMBRAPA Semiárido no município de Lagoa Grande – PE, ao CCA/Univasf na Casa do Mel e o ao Sisteminha Embrapa – Sistema Integrado para Produção de Alimentos no Espaço Plural.

Cada visita técnica com uma finalidade que no conjunto de ações que agregam possibilidades na promoção de Arranjos Produtivos Locais (APLs) de baixo carbono. “Nas visitas técnicas tivemos a oportunidade de ver de perto na prática o trabalho de instituições como o IRPAA que caminham na mesma direção da ACB em tornar a vida no semiárido um bom lugar de viver seguindo na trilha da convivência com o semiárido. Eu não conhecia parte dos locais que visitamos, um dos momentos que fiquei muito empolgada foi na visita na COOPERCUC. Foi muito importante ouvir a história da cooperativa pela atual presidenta, de ver que sonhos são possíveis e regidos a muita organização. O trabalho científico na produção do mel da Prof. Eva Monica. Ver novamente o trabalho da EMBRAPA Semiárido. E o trabalho realizado no Sisteminha Embrapa – Sistema Integrado para Produção de Alimentos no Espaço Plural”, diz Nelzilane.


Com a finalização das aulas parte da turma tem a missão agora de fazer um Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) para poder receber o certificado do curso. Este curso foi um dos primeiros no país que além de ter o caráter de especialização também foi uma capacitação de longa duração para quem não tivesse graduação.


“A formação contou com o empenho e cuidado de nossos colegas e parceiros Patrícia Campelo e Francisco Campelo, que fazem parte da Fundação Araripe. Foram incansáveis em nos acolher e nos proporcionar junto a estrutura da UNIVASF todo o cuidado neste período tão difícil por causa da pandemia”, conclui Nelzilane.


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