JUVENTUDE DO SEMIÁRIDO

December 2, 2016

“Juventude que ousa lutar! Constrói um poder popular”, o grito que ecoa a juventude do campo e da cidade. 

 

O território do semiárido brasileiro é diversificados em vários aspectos, desde o natural (meio ambiente: clima, vegetação, solo e etc.) ao étnico, cultural e etc.. Neste cenário diverso a juventude encara seus anseios e luta por melhores condições de vida e buscam seus direitos. As lutas são inúmeras e vivemos tempos de unidade, a juventude do campo e da cidade precisa afinar suas relações e se unir para garantir seus direitos.

 

Ao longo de anos entoados e seguindo movimentos e lutas esta juventude em boa parte se quer viveu em anos de retrocessos, temos registrados nos livros de história e quem teve o cuidado de estudar a história do país sabe o que a geração anterior vivenciou na ditadura militar. Foram tempos difíceis aos que almejavam uma sociedade justa.

 

Durante o IX EnconASA (Encontro Nacional da Articulação Semiárido Brasileiro), realizado nos dias 21 a 25 de novembro na cidade de Mossoró – RN, a pauta juventude esteve presente em todos momentos. Na mesa de abertura onde foi discutido os cenários e conjuntura política nacional a juventude se fez presente. Quando o debate foi estendido para a participação do povo a juventude teve sua voz representada “O povo precisa ter o direito de contar a sua própria história e de ser sujeito dela” sua fala foi em torno das preocupações com as histórias protagonizadas pelos povos e as histórias narradas sobre eles, está permeia uma disputa o campo da comunicação nos relata a jovem Monica Lourenço, 19 anos, do Assentamento Caiana no município de Massaranduba – PB.

 

Especificamente ocorreu a plenária da juventude, espaço este que antecedeu o ato público. A plenária foi iniciada com o informe e encaminhamentos que aconteceram no encontro “Diálogos sobre Juventudes e Agroecologia”, entre os dias 26 e 28 de outubro na cidade do Recife – PE, realização da Articulação Nacional de Agroecologia (ANA).

 

 

O informe foi dado por Mônica Lourenço, de 19 anos, do Assentamento Caiana em Massaranduba – PB, e Deiciane Braga, de 23 anos, do Assentamento Batalha em Trairi – CE. As pautas do encontro realizado no Recife – PE, foi extraídas as pautas que foram representadas em estandartes confeccionados no encontro. A plenária foi mediada por Gleyciane Teles, de Itapipoca – CE.

 

Durante a plenária o debate seguiu em torno das bandeiras de lutas que a juventude do semiárido carrega, estas não apenas do campo mas da cidade também. As bandeiras propostas para o ato público “Em defesa do Semiárido e por Nenhum Direito a Menos” foram: educação do campo, recursos naturais, agroecologia, transgenia, políticas públicas, educação e saúde, LGBT, reforma política, feminismo e educação contextualizada.

 

 

São lutas que passam desapercebidas diante da grande mídia sobre o golpe, durante o ato público sobre as grandes mídias "A Rede Globo sempre apoia os grandes empresários, a elite que explora os trabalhadores e não foi diferente nesse golpe de 2016" ressalta  Juarez, Tiaguá – CE.

 

A participação da juventude em espaços de construção coletiva apenas reforça a busca pela unidade nas lutas, durante o ato nas ruas de Mossoró aconteceu uma parada em frente a à 12º Diretoria de Educação do Estado do RN, que está ocupada por estudantes que lutam pela garantia de seus direitos e contra a PEC 55 que congela recursos para educação por 20 anos. 

 

 

Confira a galeria de fotos da Plenária da Juventude no IX Enconasa:

 

 

 

 

 

 

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